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Recuperação extrajudicial4 min de leitura

Grupo Ri Happy pede recuperação extrajudicial para R$ 827 milhões em créditos abrangidos

Pedido reúne seis sociedades do varejo de brinquedos; instrumento inicial prevê negociar as condições econômicas em plano consolidado posterior e exige novas adesões específicas.

Por Equipe editorial · revisada por Redação PreservaCred
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Nesta reportagem7 capítulos
Fachada de loja de brinquedos em shopping. Ilustração gerada por IA; não é fotografia de uma unidade real da Ri Happy.
Fachada de loja de brinquedos em shopping. Ilustração gerada por IA; não é fotografia de uma unidade real da Ri Happy.

O Grupo Ri Happy teve autuado em São Paulo, em 18 de outubro de 2026, pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 827,42 milhões em créditos abrangidos pelo plano apresentado.

Em resumo

  • Seis sociedades do grupo participam do pedido de homologação.
  • O instrumento apresentado organiza a negociação; as condições de pagamento serão reunidas em um plano consolidado posterior.
  • O grupo pede suspensão de medidas individuais relativas aos créditos abrangidos e prazo para obter novas adesões.

O que aconteceu

O Grupo Ri Happy atua no varejo físico e digital de brinquedos, incluindo a PBKids. Segundo a inicial, as sociedades operam de forma integrada, reunindo lojas, gestão de franquias, importação e distribuição de produtos, licenciamento de marcas e recreação infantil.

As requerentes sustentam que essa integração exige processamento conjunto e consolidação substancial. O pedido procura tratar de forma unificada obrigações que envolvem garantias cruzadas entre as sociedades. Esse enquadramento foi requerido pelas empresas e depende da apreciação judicial.

O que levou à crise

O Grupo Ri Happy atribui as dificuldades à perda de capital de giro durante as restrições da pandemia, seguida de juros elevados, menor capacidade de consumo das famílias e concorrência mais intensa no comércio eletrônico. São explicações apresentadas pelas requerentes para a necessidade de reorganizar o passivo.

A inicial relata que, em agosto de 2023, o grupo renegociou aproximadamente R$ 292 milhões de endividamento bancário. Segundo as empresas, o custo posterior do crédito e o desempenho das vendas tornaram aquelas condições incompatíveis com a geração de caixa. Esse valor é histórico e não se soma ao montante abrangido pelo pedido.

O que o plano prevê

O plano do Grupo Ri Happy delimita obrigações quirografárias existentes até seu protocolo, inclusive créditos pelos quais alguma requerente responda como garantidora ou coobrigada. O total declarado é também identificado na relação de créditos abrangidos.

O instrumento prevê negociar valores, eventual desconto, carência, vencimentos e índices de correção em um plano consolidado. As condições serão apresentadas com novos termos de adesão. A assinatura do documento inicial não representa consentimento antecipado às condições econômicas futuras, conforme o próprio plano.

Para contratos continuados, o plano separa as prestações cujo fato gerador ocorra após o protocolo. Locações e encargos de pontos comerciais posteriores permanecem sujeitos às condições originais, com possibilidade de cobrança em caso de inadimplemento, conforme as cláusulas do instrumento.

O que foi pedido e a situação no juízo

O Grupo Ri Happy requereu ratificação da suspensão por 180 dias das ações, execuções e constrições relativas aos créditos abrangidos. Também pediu reconhecimento de 90 dias para obter adesões ao plano consolidado e posterior publicação do edital, antes da homologação final.

Em 19 de outubro de 2026, o processo foi encaminhado ao juízo para decisão. Esse andamento não equivale à aprovação do plano nem ao deferimento das medidas pedidas.

Resumo executivo

  • O valor informado corresponde ao perímetro abrangido pela recuperação extrajudicial.
  • As condições econômicas definitivas dependem do plano consolidado e de novas manifestações dos credores.
  • A análise judicial do processamento e das medidas de proteção é o próximo marco a acompanhar.

Número do processo: XXXXX-60.2026.8.26.0100.

Juízo: Comarca de São Paulo/SP.

Tipo: Recuperação extrajudicial.

Empresas devedoras ou recuperandas identificadas:

Ver detalhes do processo e baixar o PDF Na ficha da Ri Happy Brinquedos S.A. no explorador de CNPJs do PreservaCred: dados do caso, andamentos, credores e a cópia dos autos.

Nota ao leitor

Esta reportagem foi produzida com base nos autos disponíveis em 19 de outubro de 2026. Os valores e as alegações são atribuídos às peças processuais e podem ser alterados por atos posteriores. O conteúdo é informativo e não substitui a leitura dos autos nem orientação jurídica.

O Insolve mantém espaço aberto às empresas citadas e aos seus representantes para esclarecimentos, contraditório ou manifestação sobre os fatos noticiados. Identificou divergência entre esta reportagem e os autos? Escreva para redacao@preservacred.com.br: correções e manifestações são publicadas nesta mesma página, com data.

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Requerente
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Requerente
08.743.733/0001-28 · SP
Requerente
07.881.027/0001-80 · SP
Requerente
64.731.433/0001-08 · SP
Requerente
58.731.662/0001-11 · SP

Presença aqui não é juízo sobre a empresa.

Processos citados

  • XXXXX-60.2026.8.26.0100

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Matéria produzida a partir de fontes públicas oficiais e da base PreservaCred · Metodologia e fontes · CC BY 4.0 com atribuição a “dados PreservaCred”.

Conteúdo informativo, não é aconselhamento jurídico. Os dados vêm de fontes públicas oficiais e podem conter atrasos e omissões da própria fonte; decisões de crédito, investimento ou litígio exigem verificação independente nas fontes oficiais.

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