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Recuperação judicial5 min de leitura

Sidlar, varejista de móveis com 15 lojas, pede recuperação judicial com R$ 55,7 milhões na relação de credores

Pedido foi distribuído em 01/10/2026 e aguarda decisão; a relação lista 110 credores, 98% do valor sem garantia real, com o Bradesco à frente, e a empresa atribui a crise à pandemia e à alta dos juros.

Por Equipe editorial · revisada por Redação PreservaCred
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Nesta reportagem8 capítulos
Vista panorâmica do bairro Parque São Lucas, em São Paulo, onde fica a sede da Sidlar, em 2012; foto ilustrativa. Foto: Henrique Boney/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0, recortada e redimensionada
Vista panorâmica do bairro Parque São Lucas, em São Paulo, onde fica a sede da Sidlar, em 2012; foto ilustrativa. Foto: Henrique Boney/Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0, recortada e redimensionada

A Sidlar Planejados, varejista de móveis com 15 lojas, pediu recuperação judicial em 01/10/2026 à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A relação de credores do pedido soma R$ 55,7 milhões, devidos a 110 credores.

Em resumo

  • O total da relação é igual ao valor dado à causa, e 98% dele são créditos quirografários, sem garantia real.
  • Dez bancos concentram 46% do total; o maior credor é o Bradesco, com R$ 7,17 milhões.
  • Até 02/10/2026, o pedido aguardava decisão sobre o processamento.

O que aconteceu

O pedido foi distribuído ao Foro Central Cível em 01/10/2026, às 12h55, e seguiu concluso para decisão às 14h07 do mesmo dia. A Sidlar é a única requerente e tem sede no bairro Parque São Lucas, na capital.

Segundo a petição, a empresa foi fundada em 1987 e atua no varejo de móveis seriados e planejados, com um centro de distribuição de 20 mil metros quadrados e mais de 300 profissionais.

PreservaCredPrévia da ficha da empresaServiços

Sidlar Planejados - Moveis e Decoracoes LTDA.

CNPJ 04.691.623/0001-09 Dados da ficha

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O que levou à crise

A petição atribui a crise à pandemia, que a partir de 2020 pressionou o capital de giro e elevou a alavancagem, e à alta dos juros, que encareceu o custo financeiro e reduziu a demanda por móveis. A empresa afirma que os credores, sobretudo os bancos, passaram a cobrar de forma mais agressiva e que ações judiciais e constrições sobre o patrimônio comprometem o caixa e ameaçam bens essenciais. Diz considerar a situação transitória.

Números principais reportados no processo

Em 2011, segundo a petição, a Sidlar tinha mais de 40 lojas em 12 cidades paulistas e mais de 1.200 empregados; numa reestruturação iniciada em 2012, fechou cerca de 30 unidades.

As certidões do pedido mostram atrasos recentes: o tabelionato de Mairiporã (SP) lista 104 protestos por falta de pagamento contra uma filial, lavrados entre 26/05/2026 e 24/09/2026. Quase todos são de fornecedores de móveis da relação de credores.

O que foi pedido e a situação no juízo

A Sidlar pediu o deferimento do processamento com urgência, comprometeu-se a apresentar o plano no prazo legal e pediu para pagar as custas iniciais, de R$ 115,3 mil, em oito parcelas. Segundo a petição, só o deferimento lhe dará proteção contra execuções individuais.

O último andamento nos autos consultados em 02/10/2026 é a conclusão para decisão, de 01/10/2026.

O que muda para os credores

A relação da Sidlar tem três classes: R$ 54,6 milhões de 82 credores quirografários, R$ 1,08 milhão de 27 micro e pequenas empresas e R$ 1,6 mil de um credor na classe trabalhista.

Dez bancos somam R$ 25,9 milhões. O maior credor é o Bradesco, com R$ 7,17 milhões, seguido de Santander Capitalização (R$ 5,65 milhões), Banco do Brasil (R$ 4,02 milhões), Banco BS2 (R$ 3,80 milhões), Banco Original (R$ 3,42 milhões), Itaú Unibanco (R$ 3,21 milhões) e SRM Bank (R$ 2,70 milhões); os sete, cinco deles entre os dez bancos, têm 54% do total. Oito credores com shopping no nome somam R$ 7,31 milhões, e 46 fornecedores de móveis, R$ 4,65 milhões.

Uma vez deferido o processamento, o juízo mandará publicar o edital do art. 52, §1º, da Lei 11.101/2005, com a relação de credores apresentada pela devedora; a contar dessa publicação, o credor que não constar da relação, ou discordar do valor ou da classificação do seu crédito, terá 15 dias para apresentar habilitação ou divergência diretamente ao administrador judicial (art. 7º, §1º). Publicada a relação do administrador judicial (art. 7º, §2º), abre-se o prazo de 10 dias para impugnação perante o juízo (art. 8º).

O próximo marco é a decisão sobre o processamento.

Resumo executivo

  • Crédito: R$ 55,7 milhões na relação, 98% quirografários e 46% de bancos.
  • Situação: concluso para decisão desde 01/10/2026, sem deferimento.
  • A acompanhar: a decisão sobre o processamento e, se deferido, o edital de credores.

Número do processo: XXXXX-55.2026.8.26.0100.

Juízo: 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (TJSP).

Tipo: Recuperação judicial.

Requerente: Sidlar Planejados - Móveis e Decorações Ltda.

Relação de credores: R$ 55.704.831,39 (classe I: R$ 1.627,63; classe III: R$ 54.620.162,20; classe IV: R$ 1.083.041,56), igual ao valor da causa.

Nota ao leitor

Esta reportagem foi produzida com base nos autos disponíveis na data da consulta. Valores e alegações são atribuídos às peças processuais e podem ser alterados por atos posteriores. O conteúdo é informativo e não substitui a leitura dos autos nem orientação jurídica.

O Insolve mantém espaço aberto às empresas citadas e aos seus representantes para esclarecimentos, contraditório ou manifestação sobre os fatos noticiados. Identificou divergência entre esta reportagem e os autos? Escreva para redacao@preservacred.com.br: correções e manifestações são publicadas nesta mesma página, com data.

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Requerente
04.691.623/0001-09 · SP
Citada
00.000.000/0001-91 · DF
Citada
03.209.092/0001-02 · SP
Citada
22.575.466/0001-58 · SP
Citada
60.701.190/0001-04 · SP
Citada
60.746.948/0001-12 · SP
Citada
71.027.866/0001-34 · MG
Citada
92.894.922/0001-08 · SP

Presença aqui não é juízo sobre a empresa.

Processos citados

  • XXXXX-55.2026.8.26.0100

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